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Com juros caindo no Brasil, é preciso internacionalizar para sobreviver

Com juros caindo no Brasil, é preciso internacionalizar para sobreviver
(Shutterstock)

Desde outubro do ano passado a taxa Selic vem sendo diminuída, quando passou de 14,25% para 14% ao ano. Em novembro mais um corte de 0,25 ponto percentual seguido por reduções de 0,75 p. p. em janeiro e em fevereiro. O ritmo de corte foi acelerado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) para 1 ponto nas reuniões de abril e maio chegando ao nível atual em 10,25% ao ano. Para contextualizar, a Selic é um dos principais instrumentos usados para influenciar a atividade econômica do país e, consequentemente, a inflação. Assim, quando a equipe econômica decide diminuir os juros básicos, o objetivo é facilitar o crédito, ou seja, as pessoas tomam crédito muito mais baratos, incentivando principalmente a produção e o consumo e afrouxando o controle sobre a inflação.

Estamos na iminência de uma nova decisão que será divulgada ainda hoje (26), após o fechamento do mercado e o consenso dos principais analistas financeiros é que teremos mais um corte de 1 ponto percentual caindo para 9,25% ao ano e, mais do que isso, já é esperado que até o final do ano chegue em 8% a.a.

Abaixo podemos observar a dinâmica dessas flutuações de taxas desde 1999 quando o governo anunciou que passaria a conduzir a política monetária com base em um sistema de metas.

Um dado bastante importante que a maioria dos investidores se esquecem de considerar é o juro real, ou seja, quanto efetivamente é o nosso ganho proveniente de nossas aplicações no mercado de renda fixa. A taxa Selic é uma taxa nominal que deve ser descontada sempre da inflação do período para encontrarmos como resultado o juro real.

Sintetizando tudo isso, vivemos um período de forte tendência de redução dos juros nominais (final do ano em 8%) contra um surpreendente esforço do BC (Banco Central) em elevar a inflação, com o possível aumento dos impostos dos combustíveis e consequente elevação de seus preços, puxando o IPCA (Índice de Preços sob o Consumidor Amplo) para cima a fim de buscar o centro da meta anual, que é de 4,5%. Visto esse cenário foi possível construir o gráfico abaixo que mostra o juro real no Brasil:

Notem que o nosso ganho real está cada vez se estreitando mais e já não conseguimos bons retornos como no passado. Essa queda acentuada está levando junto toda a nossa rentabilidade! Ganhar aquele 1% ao mês liquido e com baixíssimo risco deixa de ser viável e é aí que a leitura de hoje vai te ajudar. Precisamos buscar alternativas de investimentos e nada mais fácil que encontrá-las no mercado internacional.

O mercado de renda fixa americano por exemplo negocia aproximadamente US$ 8 trilhões em títulos corporativos contra apenas US$ 73 bilhões negociados no mercado brasileiro. Há oportunidades para todos os perfis de clientes e montar um portfólio de renda fixa global é um passo muito importante na busca de uma carteira realmente eficiente e diversificada globalmente. Existe um leque enorme de opções através dos Bonds governamentais e corporativos emitidos internacionalmente, inclusive de empresas brasileiras que emitem esses títulos de dívida em dólar para reforçar sua captação em moeda estrangeira. É o caso, por exemplo, dos Bonds do Itaú que chegam a pagar quase 4,5% a.a, que é exatamente o patamar de juro real que estamos nos deparando no cenário doméstico, porém com uma grande vantagem, a rentabilidade é em dólar. Mais um exemplo que compartilho com vocês são os Bonds da Petrobras que chegam a pagar 6,5% ao ano. Olha a oportunidade!

O Banco Itaú é atualmente, após ultrapassar o Banco do Brasil, o maior banco do país com R$ 1,425 trilhão em ativos e lucro de R$ 6,2 bilhões no primeiro trimestre e baseado no ranking mundial da Forbes, que é calculado com base no faturamento, valor de mercado, ativos e lucro o Itaú está entre os 25 maiores bancos do mundo. No entanto, mesmo assim, ele é considerado uma empresa de risco perante o cenário global por se tratar de uma instituição brasileira e com sede no Brasil (Yields altos refletem isso), ou seja, as principais agências de classificação de risco mantêm o Brasil abaixo do grau de investimento e reafirmam perspectivas negativas para o país. As agencias destacam o crescimento fraco da economia, repetidos casos de instabilidade política e citam a fraqueza estrutural em suas finanças públicas e o peso crescente da dívida governamental.

Na média histórica, países costumam levar cerda de 5 a 10 anos para recuperar o selo de bom pagador (Grau de Investimento).

Portanto, nesse ciclo de queda forte dos juros, é imprescindível que fiquemos atentos as alternativas para continuarmos aplicando nosso dinheiro da melhor forma possível. Não se acomodem e nem pensem que não há solução nesse cenário. Continue lendo esta coluna semanalmente que tem muito mais oportunidades por vir. Fique à vontade para entrar em contato e tirar sua dúvida.

Um abraço a todos.

Sergio Ferreirinha – CFP®

 

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Profissional experiente e habilitado em prestar consultoria nos investimentos onshore, offshore, risco, seguros, previdência, tributação, sucessão e ética. Conquistou as certificações CFP®, CPA-20 e PQO profissional da BM&FBovespa (B3).

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